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O nerd e o pancadão (parte 1)


Sou um nerd, isso é fácil de perceber, acho. E como todo nerd passei por muito tempo preso dentro da toca, com medo da sociedade e até odiando-a por um tempo. Assim, nada muito extremo, mas o bastante pra me tornar um pequeno psicopata-social. :D

Por volta dos meus 13 ou 14 anos minha diversão não poderia ser outra; video-games, internet, computadores, desenhos japoneses (leia-se saga Dragonball), pornografia… Digo, digo… Pois bem, eis que a idade vai avançando, os hormônios ficando malucos e de repente você sente o chamado da natureza para o acasalamento, puta merda, acasalamento mesmo no caso dos nerds, porque o ritual, pelo menos no princípio, é uma coisa dantesca.

Em 1997 ou 1998 eu e meu primo Freud (esse não é o nome dele, mas…) começamos a sair. Eu morava no interior de São Paulo, na famigerada cidade de Mococa, já falei sobre a cidade antes.

Ainda não saía bem em Mococa, que puta merda, era um fracasso. Ia para uma cidadezinha simpática, mas ruim de morar, chamada Três Pontas, que também já foi citada antes. Lá rolavam os…

Rodeios.

Rodeios, é eu sei. Inacreditável? Não, totalmente aceitável. Não sabia naquele ponto de minha o tamanho do nerd que era e, principalmente, nunca pensei que iria dividir o desconforto por aqui.

Nem quero me aprofundar muito no lance dos rodeios, mas tem alguns pontos que devem ser citados:

– Um cara, tipo maluco local saca? Nessa época, ou um pouco antes, confesso que estou meio complicado com essas datas, ele me disse: “o lance é ter um site, onde você possa colocar as fotos da galera se reunindo nas festas, uns videozinhos e tals”. Se não me falha a memória o nome do cara é Duzera. Caraca, ele previu todos esses sites de festa! Pena que eu não dei ouvidos. Bom, pena daquele jeito né, que se dane.

– Eu nessa época tinha o cabelo um pouco mais longo, muito bonito, modéstia a parte, diga-se de passagem. E aconteceu o que acontece com todo homem de cabelo comprido em algum momento, um garçom, se é que pode ser chamado assim já que ele era na real um maluco que trabalhava num trailer de fast-food. Porra, embelezei demais com o fast-food. Mas o lazarento me confundiu com mulher, caralho que coisa desgraçada, não acredito que estou contando isso. Obviamente meu cabelo foi cortado depois.

– A facilidade que menores de idade, ou “dimenor”, têm em comprar e consumir álcool nessas festas é impressionante. Basicamente tomava só de cachaça, mesmo porque com os “deizão” ($10) não tinha como inventar muito. Como o paladar da galera ainda era muito infantil, era comum ver nego tomando batidinhas, porque elas levam leite condensado e frutas e tals. Docinho. :)

– Acabei vendo alguns shows legais nessa brincadeira. Não vou nem falar todos, só um: Falcão, o mito. Que show maravilhoso, ele é genial.

– Minha mãe uma vez, bem no passado, teve um “bar/restaurante” nessa porra de rodeio. Eu era muito novo para lembrar bem, mas pelo que sei foi um fracasso, como não poderia ser diferente. Que coisa de fudido isso. Sei bem que dinheiro é bom e temos que correr atrás, mas podia ser um bico de vigia noturno num supermercado né? Ou não.

– Uma vez jogaram uma latinha de cerveja cheia de xixi, ou mijo se você preferir, no Samuel Rosa do Skank. Isso foi uma sacanagem, porque os caras são bons. Poderia ter sido num Xororó da vida.

Acho que esses são os highlights, sim é uma merda foda. Mas também o que iria se esperar né? Você joga um nerd no meio de um ninho de fivelas de cintos e botas! Cavalos e outros animais cagantes! Caipiras e mulheres de pouco valor nutricional (não vale a pena comer)!

Passei praticamente ileso aos Rodeios. =\

Na mesma época, em diferentes meses do ano, toda minha diversão estava concentrada nas noites “mococanas”. Devo dizer que a cidade é dotada de um poder ímpar em prover noites de merda. O que sempre salvou a pele é que, pelo menos, os amigos faziam boa companhia.

As saídas na famigerada cidade de Mococa geralmente consistiam em “porta do cinema”, que fracasso absoluto, “piscina”, que era o apelido dado ao clube (de merda) local da cidade, onde playboys e patricinhas se reuniam para ser cool, EXPOAM, puta merda, EXPOAM é (era?) uma agressão às pessoas. Ah! A gente entrava no cinema também.

A porta do cinema, como o próprio nome diz, era um bando de gente sem ter o que fazer que ia fica na lamentável porta do cinema! Ó UNIVERSO PODEROSO, por quê? Por que as pessoas insistiam, domingo após domingo, em colocar suas roupas mais transadas e perfumes mais irados, entenda isso como quiser, e ficar orbitando aquele cinema?

Bom, a resposta mais simples é falta de opção mesmo. Além do mais toda espécie era bem-vinda, desde os playboys e patricinhas locais até o pessoal do “fundão da vila” – ainda vou tocar nesse tópico da “vila”, mas preciso de um post, ou mais, só pra isso. A diversão, mais uma vez entenda isso como quiser, era ficar andando ao redor de 2 ou 3 quarteirões, vendo e re-vendo as mesmas pessoas/locais.

Meu querido avó disse-me um dia que quando jovem o pessoal fazia algo semelhante na cidade em que ele morava, acho que ele morava em Oliveira/MG. Mas meu amigo, isso há anos e anos atrás e, provavelmente, não tinham um cinema por lá, ou iriam “cair pra dentro” (salve Zina).

Vi de tudo um pouco naquele lugar, muita bagunça principalmente. Muita briga, havia alguns “bandos” que iam para lá somente com isso em mente. Mococa era, talvez ainda seja, uma cidade muito violenta e era comum ver gente “perdendo” boné e outras coisas do gênero. Falando em boné, durante um tempo era PROÍBIDO usar boné por lá. Isso por causa de uma gangue que usava bonés.

Uma vez um doido, aparentemente primo de um amigo meu, fez um strip tease em cima de uma daquelas caçambas de lixo saca? Uma cena dantesca! O cara, que não tinha nenhum corpo de super atleta, começa a tirar a roupa. Eu acho que tive um pequeno derrame naquele momento. A galera ficava maluca. Maluco gosta de maluco, maluco atrai maluco.

Nossa, lembrei de um detalhe. Como diz o pessoal do Jovem Nerd “fudido, antes de mais nada, é um estado de espírito”. Concordo, porque a mania entre o pessoal mais avantajado financeiramente era compra pipoca de fucking microondas na sorveteria do lado cinema. “Vichi, essa mantêga é boa pur bosta!” – dialeto local. Não sou fã de microondas.

A maioria do tempo eu estava andando de um lado para o outro. Basicamente fazia como Homer Simpson, meu corpo poderia ficar lá, mas não meu cérebro. Nunca consegui lembrar direito o nome de ninguém e nem nunca tive bons motivos para isso.

Acho que posso falar que essa é a parte 1 do artigo e parar. Me perdoe se a escrita está um pouco confusa, fazia MUITO tempo que não escrevia nada por aqui e essas histórias não estão frescas na minha cabeça.

Bom, no próximo o bicho vai pegar! Prepare-se… Ou não.

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  1. Renata
    January 28, 2010 at 17:26

    Adorei a parte do jogar o xixi no Xororó.
    Agora que eu preciso ver essa foto do Durante cabeludo, AH PRECISO!!
    Essa história de porta do cinema é, de fato, coisa de interior. Mamis tb tinha esses lances. Mas enquanto vc tinha o clube ou festas sei la… ela tinha tertulhas – bailes na garagem de alguém – toskeeeeeeeeeeeeeera, vulgo merda foda!
    Fico feliz por hoje você ter mais opções – boas – de rolês, kkkkk
    bjos, honey
    acompanharei sei blog……

  2. gomez
    April 9, 2010 at 6:28

    Oi vc não me conhese eu to comesamdo um blog.
    eu gostaria de escrever como vc mas crei que n tenho todo
    este telemto.
    muito bom um abraço.
    http//gomez-euporeumesmo.blogspot.com
    “gomez”

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